OLHO II _ TERRITORIO NAO MAPEADO / UNCHARTED LAND


ARTISTAS _ ARTISTS

 

Ana Vaz · Anri Sala · Basim Magdy · Ben Rivers · Fiona Tan · Graeme Arnfield · Leticia Ramos · Mihai Grecu · Yael Bartana · Shingo Yoshida


TERRITORIO NÃO MAPEADO

 

Os filmes selecionados para esta edição de OLHO - vídeo art cinema dialogam com dois gêneros aparentemente distantes: o Documentário Etnográfico e a Ficção Científica. Ambos buscam o acesso a perspectivas e modos de existência outros, mas a partir de premissas opostas. Na Antropologia visual, as estratégias fílmicas e narrativas são direcionadas ao confronto visceral com a realidade, desestabilizando a posição histórica privilegiada do homem ocidental, e, em alguns casos, do próprio homem, na representação do mundo. Por outro lado, ao engendrar uma relação com a ficção científica, os artistas se aproximam do artifício literário – posteriormente, cinematográfico – de “criar mundos” a partir da construção de ficções críveis que, confessando a invenção, se tornam plataforma de suporte para as condições de verdade da narração.

Organizadas em sequências, as obras traçam trajetórias em territórios ainda não delineados. Em Slow Action, de Ben Rivers, em A Idade da Pedra, de Ana Vaz, no universo em mutação de Mihai Grecu e em Inferno de Yael Bartana, os artistas encenam paisagens históricas indefinidas – passados ou futuros remotos, tencionando espaços mentais e sua ancoragem na concretude do mundo. Partindo de gestos que vibram em um espaço poético, Anri Sala documenta a ação do prefeito de Tirana, que tinge a cidade para
torná-la mais habitável. Fiona Tan, por sua vez, edita imagens de arquivo em uma narrativa cheia de ritmo, que aponta para um possível futuro submerso. Já Shingo Yoshida, em The end of the Day and the Beginning of the World cruza, na terra de Nanook o Esquimó, o Meridiano 180, a linha que separa o hoje do amanhã, deixando carne e pão como oferenda para os corvos. Finalmente, em Sitting in Darkness, de Graeme Arnfield, Grão, de Letícia Ramos, e Turtles All Way Down, de Basim Magdy, a fronteira entre ciência e ficção é estabelecida pela mediação de nosso olhar e audição por máquinas que enxergam e escutam muito além.

Em todas as obras, o vínculo com o real é profundo e se dá no brilho fugaz do que excede os horizontes de nosso imaginário.

 

UNCHARTED LAND

 

The films selected for this edition of OLHO – video art cinema, deal with two genres that appear to be worlds apart: Ethnographic Documentary and Science Fiction. Both seek to document alternative lifestyles and means of existence, but from opposing angles. In visual ethnography, filming strategies and narratives target a visceral confrontation with reality, destabilizing the historically privileged position of western man and, in some cases, of man himself, in the representation of the world. On the other hand, by creating a connection with Science Fiction, artists come close to ‘creating worlds’, at first a literary device, then a cinematic one. Through the construction of believable stories, without denying the invention, these fictional realities become the truth condition for the storytelling.

Organized in sequences, the pieces trace journeys through uncharted lands. In Slow Action by Ben Rivers, in A Idade da Pedra by Ana Vaz, in the mutant/peculiar universe of Mihai Grecu and in Inferno, by Yael Bartana, the artists set the scene with historically undefined landscapes, be it in the remote past or distant future, tensioning mental spaces with their concrete anchorage in this world. By using concrete gestures that resonate in a poetic space, Anri Sala documents the actions of the mayor of Tirana, who paints the city to make it more habitable. Fiona Tan, on the other hand, edits archival footages in a rhythmic narrative that hints at a possible future underwater. In The End of the Day and The Beginning of the World, Shingo Yoshida crosses the 180th meridian, the line that separates today from tomorrow, leaving bread and meat as an offering to the crows in the land of Nanook of the North. Finally, in Sitting in Darkness by Graeme Arnfield, Grão by Letícia Ramos and Turtles All Way Down by Basim Magdy, the boundary between science and fiction emerges through mediating of our senses of sight and hearing with machines that see and hear from afar.

In all the pieces, the link with the real is profound and occurs in a dazzling flash that exceeds the horizons of our imagination.

 


 

datas e locais _ DATES AND VENUES *
 

SÃO PAULO: CINEMATECA BRASILEIRA
29-30 SETEMBRO, 1-2 O
UTUBRO 2016

BELO HORIZONTE: CINE-104
6-7-8
OUTUBRO 2016

RIO DE JANEIRO: CINEMATECA DO MAM
17-18-19 OUTUBRO 2016

 

* entrada gratuita _ FREE ENTRY

 


PROGRAMA _ PROGRAM

 

ABERTURA _ OPENING

DURAÇAO _ DURAtion: 45’
 


Ben Rivers, Slow Action | 2011
Filme 16 mm anamórfico convertido em video HD | 45’’

Slow Action, Ben Rivers, 2011

Slow Action, Ben Rivers, 2011


A SOLITUDE DA CRIAÇÃO _ THE SOLITUDE OF CREATION

DURAÇAO _ DURAtion: 48’

 

Grão, Letícia Ramos, 2016

Grão, Letícia Ramos, 2016

Basim Magdy, Turtles All the Way Down / Tartarugas Até lá no Fundo  | 2009  | Filme Super 8 e DV em DVD | 10’09’’

Letícia Ramos, Grão  / Grain | 2016
16 mm convertido em video digital HD |audio 5.1 | 7’30''

Ben Rivers, Origin of the Species / A Origem das Espécies | 2008
Filme 16 mm convertido em video digital HD | 16’’

Graeme Arnfield, Sitting in Darkness / Sentados no Escuro | 2015
Vídeo digital HD | 15’29”


IMPÉRIOS VULNERÁVEIS _ VULNERABLE EMPIRES

DURAÇAO _ DURAtion: 55’

 

Occidente, Ana Vaz, 2014

Occidente, Ana Vaz, 2014

Anri Sala, Dammi i Colori / Me dê as Cores | 2003
Vídeo digital | 15’25”

Fiona Tan, News From the Near Future / Notícias do Futuro Próximo | 2003 | Filme 35 mm convertido em vídeo digital HD | 9’30’’

Mihai Grecu, Coagulate / Coagular | 2008
Vídeo digital HD, 6’

Ana Vaz, Occidente| 2014
Filme 16 mm convertido em Vídeo Digital HD | 15’

Graeme Arnfield, I’m Sorry. I have to run / Desculpe, mas eu tenho de correr | 2015 | Vídeo digital HD | 10’00”


VIAGEM AO CENTRO DA TERRA _ JOURNEY TO THE CENTRE OF THE EARTH

duração _ DURAtion: 48’

 

Exland, Mihai Grecu, 2013

Exland, Mihai Grecu, 2013

Mihai Grecu, Exland| 2013
Vídeo digital HD | 7’44”

Basim Magdy, On The Good Earth / Na Boa Terra | 2011
Filme em Super 8, Double Super 8 e vídeo iPhone convertidos em vídeo digital HD | 4’37’’ 

Shingo Yoshida, The End of the Day and the Beginning of the World / O Fim do Dia e o Início do Mundo| 2015 | Vídeo em 4K | 21’

Ana Vaz, Há terra! | 2016
Filme 16 mm convertido para Vídeo Digital HD |  som 5.1 | 12’


TERRA BRASILIS

duraçao _ DURAtion: 50’

Inferno, Yael Bartana, 2013

Inferno, Yael Bartana, 2013

Yael Bartana, Inferno | 2013
Vídeo Digital HD | 18’

Ana Vaz, A idade da pedra| 2015
Filme 16 mm convertido para Vídeo Digital HD | 29’

 

 


 

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