TERRITORIO NÃO MAPEADO
UNCHARTED LAND

 

Ana Vaz

Anri Sala

Basim Magdy

Ben Rivers

Fiona Tan

Graeme Arnfield

Leticia Ramos

Mihai Grecu

Yael Bartana

Shingo Yoshida

 


>> ABERTURA / OPENING

DURAÇÃO: 45’
 


Ben Rivers, Slow Action | 2011
Filme 16 mm anamórfico convertido em video HD | 45’’

Slow Action, Ben Rivers, 2011

Slow Action, Ben Rivers, 2011


>> A SOLITUDE DA CRIAÇÃO / THE SOLITUDE OF CREATION

DURAÇÃO: 48’

 

Grão, Letícia Ramos, 2016

Grão, Letícia Ramos, 2016

Basim Magdy, Turtles All the Way Down / Tartarugas Até lá no Fundo  | 2009  | Filme Super 8 e DV em DVD | 10’09’’

Letícia Ramos, Grão  / Grain | 2016
16 mm convertido em video digital HD |audio 5.1 | 7’30''

Ben Rivers, Origin of the Species / A Origem das Espécies | 2008
Filme 16 mm convertido em video digital HD | 16’’

Graeme Arnfield, Sitting in Darkness / Sentados no Escuro | 2015
Vídeo digital HD | 15’29”


>> IMPÉRIOS VULNERÁVEIS / VULNERABLE EMPIRES

DURAÇÃO: 55’

 

Occidente, Ana Vaz, 2014

Occidente, Ana Vaz, 2014

Anri Sala, Dammi i Colori / Me dê as Cores | 2003
Vídeo digital | 15’25”

Fiona Tan, News From the Near Future / Notícias do Futuro Próximo | 2003 | Filme 35 mm convertido em vídeo digital HD | 9’30’’

Mihai Grecu, Coagulate / Coagular | 2008
Vídeo digital HD, 6’

Ana Vaz, Occidente| 2014
Filme 16 mm convertido em Vídeo Digital HD | 15’

Graeme Arnfield, I’m Sorry. I have to run / Desculpe, mas eu tenho de correr | 2015 | Vídeo digital HD | 10’00”

 


>> VIAGEM AO CENTRO DA TERRA / JOURNEY TO THE CENTRE OF THE EARTH

DURAÇÃO: 48’

 

Exland, Mihai Grecu, 2013

Exland, Mihai Grecu, 2013

Mihai Grecu, Exland| 2013
Vídeo digital HD | 7’44”

Basim Magdy, On The Good Earth / Na Boa Terra | 2011
Filme em Super 8, Double Super 8 e vídeo iPhone convertidos em vídeo digital HD | 4’37’’ 

Shingo Yoshida, The End of the Day and the Beginning of the World / O Fim do Dia e o Início do Mundo| 2015 | Vídeo em 4K | 21’

Ana Vaz, Há terra! | 2016
Filme 16 mm convertido para Vídeo Digital HD |  som 5.1 | 12’


>> TERRA BRASILIS

DURAÇÃO: 50’

Inferno, Yael Bartana, 2013

Inferno, Yael Bartana, 2013

 

 

Yael Bartana, Inferno | 2013
Vídeo Digital HD | 18’

Ana Vaz, A idade da pedra| 2015
Filme 16 mm convertido para Vídeo Digital HD | 29’

 

 

 

 

 

Os filmes selecionados para esta edição de OLHO - vídeo art cinema dialogam com dois gêneros aparentemente distantes: o documentário etnográfico e a ficção científica. Ambos buscam o acesso a perspectivas e modos de existência outros, mas a partir de premissas opostas. Na antropologia visual, as estratégias fílmicas e narrativas são direcionadas ao confronto visceral com a realidade, desestabilizando a posição histórica privilegiada do homem ocidental, e, em alguns casos, do próprio homem, na representação do mundo. Por outro lado, ao engendrar uma relação com a ficção científica, os artistas se aproximam do artifício literário – posteriormente, cinematográfico – de “criar mundos” a partir da construção de ficções críveis, que, confessando a invenção, se tornam plataforma de suporte para as condições de verdade da narração. 

Organizadas em sequências, as obras traçam trajetórias em territórios ainda não delineados. Em Slow Action, de Ben Rivers, em A Idade da Pedra, de Ana Vaz, no universo em mutação de Mihai Grecu e em Inferno de Yael Bartana, os artistas encenam paisagens históricas indefinidas – passados ou futuros remotos, tencionando espaços mentais e sua ancoragem na concretude do mundo. Partindo de gestos que vibram em um espaço poético, Anri Sala documenta a ação do prefeito de Tirana, que tinge a cidade para torná-la mais habitável. Fiona Tan, por sua vez, edita imagens de arquivo em uma narrativa cheia de ritmo, que aponta para um possível futuro submerso. Já Shingo Yoshida, em The end of the Day and the Beginning of the World cruza, na terra de Nanook o Esquimó, o Meridiano 180, a linha que separa o hoje do amanhã,  deixando carne e pão como oferenda para os corvos. Finalmente, em Sitting in Darkness, de Graeme Arnfield, Grão, de Letícia Ramos, e Turtles All Way Down, de Basim Magdy, a fronteira entre ciência e ficção é estabelecida pela mediação de nosso olhar e audição por máquinas que enxergam e escutam muito além. Em todas as obras, o vínculo com o real é profundo, e se dá no brilho fugaz do que excede os horizontes de nosso imaginário.