Shingo Yoshida, The End of the Day and the Beginning of the World, 2015
 

OLHO IS A CURATORIAL PROJECT that explores THE RELATIONSHIP BETWEEN CONTEMPORARY VIDEO ARTWORKS AND THE CINEMA. OUR INITIAL AND LEADING QUERY FOCUSES ON THE WAY IN WHICH THE ARCHITECTURE OF AN IMMERSIVE SPACE CAN FRAME, INFLUENCE AND REDEFINE THE EXPERIENCE OF AN ARTWORK, SPECIFICALLY CONCERNING TIME-BASED ART ANd THE MOVING IMAGE. THE EXHIBITION BRINGS TOGETHER, IN CAREFULLY CURATED SEQUENCES, VIDEO WORKS THAT RETHINK THE LANGUAGE OF CINEMA, AND IT IS CONCEIVED TO BE DISPLAYED IN the MOVIE THEATRE AND OTHER SELECTED VENUES.

OLHO WAS FOUNDED IN 2014 BY ALESSANDRA BERGAMASCHI AND VANINA SARACINO. 

 

There is, and has always been, a mutual influence between the visual arts and cinema. Since the beginning, the two forms of creative expression have modified their aesthetic approaches, narratives, and architectural spaces in close dialogue with one another. Nevertheless, it is intriguing to observe that film criticism and art criticism have historically pursued two separate paths and that the same applies to the ways in which the works are respectively collected and distributed.

Today, films and filmic effects are so pervasive that they have begun to reformat other artistic practices influenced by the post-production techniques and narrative construction typical to cinema. This evidence invites us to reflect upon the reciprocal relationship between the visual arts and cinema from the perspective of the spaces and subjectivities they address.

The OLHO exhibition screening brings together, in curated sequences, works that stand out in the international panorama of contemporary art and engage in a direct or dialectical manner with cinema. In staging a dialogue between different ways of seeing and narrating, OLHO is an invitation to reflect upon the various different visual narratives that have developed in response to moving images and to relish in the powerful, aesthetic, immersive experience of the movie theatre. 


OLHO nasce como PROJETO CURATORIAL QUE EXPLORA AS RELAÇÕES EXISTENTES ENTRE A PRODUÇÃO CONTEMPORÂNEA DE OBRAS DE ARTE EM VÍDEO E O CINEMA. A PREMISSA INICIAL É indagar COMO A ARQUITETURA DE UM ESPAÇO IMERSIVO PODE CONTEXTUALIZAR, INFLUENCIAR E ATÉ MESMO REDEFINIR A EXPERIÊNCIA DO ESPECTADOR COM UMA OBRA DE ARTE, ESPECIALMENTE NO QUE TANGE A PERCEPÇÃO DE OBRAS BASEADAS NO TEMPO. As MOSTRAs REÚNEm, EM SEQUÊNCIAS CUIDADOSAMENTE CURADAS, OBRAS DE ARTE EM VÍDEO QUE REPENSam A LINGUAGEM DO CINEMA, PARA QUE SEJAM EXIBIDAS EM SUAS telas e em outros contextos expecíficos.

Fundado em 2015 por Alessandra Bergamaschi e Vanina Saracino, Hoje olho se torna uma plataforma aberta para a realização, produção e discussão de projetos sobre as fronteiras da imagem em movimento. 

 

Há, e sempre houve, uma influência mútua entre arte e cinema. Desde o começo, as duas linguagens mantiveram um diálogo permanente que vem modificando suas abordagens estéticas, suas narrativas e seus espaços arquitetônicos. No entanto, é interessante reparar como a crítica de arte e a crítica de cinema têm trilhado caminhos separados, e o mesmo se aplica aos modos como as obras são respectivamente “colecionadas” e “distribuídas”.

Hoje filmes e efeitos fílmicos estão tão difundidos que começaram a reformatar não só o vídeo, mas outras práticas artísticas, influenciadas pelas técnicas de pós produção e pelas construções narrativas típicas do cinema. Essa evidência é um convite para repensarmos a interpenetração entre arte e cinema do ponto de vista dos espaços e das subjetividades a que se dirigem.

OLHO reúne, em sequências definidas, obras que se destacaram no panorama internacional da arte contemporânea e que se relacionam, de forma direta ou dialética, com a linguagem do cinema. Abrindo um diálogo entre diferentes modos de ver e narrar, a mostra é uma oportunidade de se refletir sobre as várias formas de narrativa visual desenvolvidas em resposta à imagem em movimento, e apreciá-las no ambiente imersivo de uma sala de cinema.

 

 

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