Ana Vaz

Occidente, Ana Vaz, 2014

Occidente, Ana Vaz, 2014

 

Occidente | 2014
Filme 16 mm convertido em Vídeo Digital HD, som 5.1, 15’  

Um filme-poema de uma ecologia de sinais, que fala da história colonial que repete a si mesma. Subalternos se tornam os senhores, antiguidades tornam-se conjuntos de jantar reproduzíveis, aves exóticas tornam-se moeda de luxo, exploração torna-se turismo de esportes extremos, monumentos tornam-se dados geográficos.  Uma viagem esférica para Oriente e Ocidente, em círculos  de expansão crescente em busca do lugar próprio de cada um, o lugar de cada um ao redor da mesa.  

A film-poem of an ecology of signs that speaks of colonial history repeating itself. Subalterns become masters, antiques become reproducible dinner sets, exotic birds become luxury currency, exploration becomes extreme-sport-tourism, monuments become geodata. A spherical voyage eastwards and westwards marking cycles of expansion in a struggle to find one's place, one's sitting around a table.

 

A idade da pedra | 2015
Filme 16 mm convertido para Vídeo Digital HD, som 5.1, 29’

Uma viagem para o extremo oeste do Brasil nos leva a uma estrutura monumental petrificada no Sertão Brasileiro. Inspirado pela construção épica da cidade de Brasília, o filme usa essa história para imaginar o contrário. “Eu olho para Brasília do mesmo modo que olho Roma: Brasília começou como simplificação extrema de ruínas”. Através dos vestígios geológicos que nos levam a este monumento fictício, o filme descobre uma história de exploração, profecias e mitos.

A voyage into the far west of Brazil leads us to a monumental structure - petrified at the centre of the savannah. Inspired by the epic construction of the city of Brasília, the film uses this history to imagine it otherwise. "I look at Brasília the way I look at Rome: Brasília began with a final simplification of ruins". Through the geological traces that lead us to this fictive monument, the film unearths a history of exploration, prophecy and myth.

 

Há terra! | 2016
Filme 16 mm convertido para Vídeo Digital HD, som 5.1, 12’

Há Terra! é um encontro, uma caçada, um conto diacrônico sobre o olhar e o devir. Como em um jogo, como em uma perseguição, o filme erra entre o personagem e a terra, a terra e a personagem, o predador e a presa.

Há terra! is an encounter, a hunt, a diachronic tale of looking and becoming. As in a game, as in a chase, the film errs between character and land, land and character, predator and prey.

 

BIOGRAFIA

Ana Vaz nasceu no Brasil, em 1986. Vive e trabalha em Paris.

E’ uma artista e cineasta cujos filmes e obras expandidas especulam sobre as relações entre o eu e o outro, o mito e a história, através de uma cosmologia de sinais, referências e perspectivas. Conjuntos de materiais de arquivo e de gravações, seus filmes combinam etnografia e exploram os atritos e as ficções impressas sobre os ambientes naturais e construídos, e as multiplicidades que os habitam.

Formada no Royal Melbourne Institute of Technology e em Le Fresnoy - Studio National des Arts Contemporains, Ana foi membro do SPEAP (grupo de pesquisa experimental em arte e política), um projeto concebido e dirigido por Bruno Latour. Seus filmes foram exibidos em vários festivais internacionais, incluindo o New York Film Festival; Visions du Réel; Wavelengths, CPH:DOX; Media City e Ann Arbor; bem como em exposições individuais e coletivas no Rosa Brux, Bruxelas, no Museum of Contemporary Photography, Chicago, e na Temporary Gallery, Colónia, entre outras. Em 2015, foi premiada com o Grand Prize para a competição internacional no Media City Film Festival, e com o prêmio principal no Festival Internacional do Filme Documentário e Experimental Fronteira, Goiânia.

 

BIOGRAPHY

Ana Vaz was born in Brasília, Brazil in 1986. She lives and works in Paris.

She studied cinema and philosophy in Australia at the Royal Melbourne Institute of Technology, where she later taught in the department of Philosophy and Communications. Her first short film Sacris Pulso (2007) screened at The Melbourne International Film Festival, Semana Del Cinéma Expérimental du Madrid and National Festival of Experimental Cinema in Baja Califórnia in Mexico. Ana has also directed Teresa (2009) and work produced for the Talking Difference Fellowship which is available here. Presently, Ana is engaged in an artist’s residency at Le Fresnoy, the National Studio of Contemporary Arts in France.