Shingo Yoshida

The End of the Day and the Beginning of the World, 2015

The End of the Day and the Beginning of the World, 2015

 

The End of the Day and the Beginning of the World

O Fim do Dia e o Início do Mundo | 2015 |12’

Inspirado em contos folclóricos, este projeto foi realizado nas regiões siberianas de Chukotka e Beríngia, onde corre o Meridiano 180, a linha sobre a qual o hoje e o amanhã coincidem. 


Inspired by local raven folk tales, Shingo Yoshida realized this project in the Siberian regions of Chukotka and Beringia, where the 180th Meridian runs vertically, setting the basis for the International Date Line, which separates two consecutive calendar days.

 

BIOGRAFÍA

Shingo Yoshida nasceu em 1974 em Tokyo. Ele vive e trabalha em Berlin.

Deixou o Japão em 1997 e desde então prossegue sua jornada na Europa, na América Latina, na Lapônia, como um eterno fugitivo cultural. Persegue através da fotografia e do vídeo os limites do conceito de cultura. Yoshida foca seu olhar sobre a beleza da natureza ou do comportamento humano. Suas obras revelam sempre uma certa estranheza e absurdo nas atividades humanas. Sua perspectiva artística resiste ao olhar tanto do turista quanto do nativo, mantendo um equilíbrio delicado entre a imparcialidade e marginalidade. Sua obra foi exibida, dentre outras, nas seguintes mostras: Kunstraum Kreuzberg-Bethanien, Berlin, 2016; Gunma Museum of Art, Tatebayashi, Japan 2016; Mulliqi Prize at National Gallery of Arts, Prishtina, Kosovo, 2016; ISTITUTO ZAPPA, Milan, Italy, 2016; Onufri International Prize, National Gallery of Arts Tirana, 2016; Videoart at Midnight #67, 2015; POLARIZED! Vision Competition Winner, Lapland, Finland 2015; Istanbul Modern, 2015; 60th International Short Film Festival Oberhausen, 2014; Villa Arson, Centre National d’Art Contemporain, Nice, 2013; Maison de l’Amérique latine, Paris, 2012; Museo de Arte Contemporáneo MAC, Santiago, 2012; 66th Festival de Cannes, court métrage, 2012; Palais de Tokyo, Paris, 2007 e 2012; Biennale de Lyon, 2005; NCCA, Moscow, 2005 e 10th Biennale de l’image en Mouvement, Geneva, 2003. 

 

BIOGRAPHY

Shingo Yoshida (b. Tokyo, 1974) currently lives and works in Berlin. Yoshida considers the world his studio and therefore a place of constant creation. Travelling around the globe, he finds myths, legends, people and places which are easily over looked and matches them to his creative micro world. With an aesthetic gaze and the most fanciful understanding of life. Yoshida enacts as if he was playing Hide and Seek in the world alone: while hiding himself he seeks the hidden.

Shingo Yoshida received his MA with highest honors from Ecole Nationale Supérieure d’Art, Villa Arson in Nice France in 2004 and was the 2007 recipient Post-graduate diploma - Program La Seine of Ecole Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris. 

He has completed residencies at Villa Arson Nice France - Centre National d'Art Contemporain 2013 and awarded the Fellowship of Overseas Study Programme for Artists by the Agency for Cultural Affairs by the Japanese Government 2013.

Select exhibitions include 60th International Short Film Festival Oberhausen, Germany (2014); Villa  Arson Nice Centre National d'Art Contemporain, Nice, France (2013); Arte tv Creative, France-Germany (2013); 66th Festival de Cannes court métrage, Cannes, France (2012); Museo de Arte Contemporáneo MAC, Santiago, Chile (2012); Maison de l’Amérique latine, Paris, France (2012); Based in Berlin, Berlin, Germany (2011); Palais de Tokyo (Paris, France (2007,2012); No Man’s Land (French Embassy,Tokyo (2009). 

Ana Vaz

Occidente, Ana Vaz, 2014

Occidente, Ana Vaz, 2014

 

Occidente | 2014
Filme 16 mm convertido em Vídeo Digital HD, som 5.1, 15’  

Um filme-poema de uma ecologia de sinais, que fala da história colonial que repete a si mesma. Subalternos se tornam os senhores, antiguidades tornam-se conjuntos de jantar reproduzíveis, aves exóticas tornam-se moeda de luxo, exploração torna-se turismo de esportes extremos, monumentos tornam-se dados geográficos.  Uma viagem esférica para Oriente e Ocidente, em círculos  de expansão crescente em busca do lugar próprio de cada um, o lugar de cada um ao redor da mesa.  

A film-poem of an ecology of signs that speaks of colonial history repeating itself. Subalterns become masters, antiques become reproducible dinner sets, exotic birds become luxury currency, exploration becomes extreme-sport-tourism, monuments become geodata. A spherical voyage eastwards and westwards marking cycles of expansion in a struggle to find one's place, one's sitting around a table.

 

A idade da pedra | 2015
Filme 16 mm convertido para Vídeo Digital HD, som 5.1, 29’

Uma viagem para o extremo oeste do Brasil nos leva a uma estrutura monumental petrificada no Sertão Brasileiro. Inspirado pela construção épica da cidade de Brasília, o filme usa essa história para imaginar o contrário. “Eu olho para Brasília do mesmo modo que olho Roma: Brasília começou como simplificação extrema de ruínas”. Através dos vestígios geológicos que nos levam a este monumento fictício, o filme descobre uma história de exploração, profecias e mitos.

A voyage into the far west of Brazil leads us to a monumental structure - petrified at the centre of the savannah. Inspired by the epic construction of the city of Brasília, the film uses this history to imagine it otherwise. "I look at Brasília the way I look at Rome: Brasília began with a final simplification of ruins". Through the geological traces that lead us to this fictive monument, the film unearths a history of exploration, prophecy and myth.

 

Há terra! | 2016
Filme 16 mm convertido para Vídeo Digital HD, som 5.1, 12’

Há Terra! é um encontro, uma caçada, um conto diacrônico sobre o olhar e o devir. Como em um jogo, como em uma perseguição, o filme erra entre o personagem e a terra, a terra e a personagem, o predador e a presa.

Há terra! is an encounter, a hunt, a diachronic tale of looking and becoming. As in a game, as in a chase, the film errs between character and land, land and character, predator and prey.

 

BIOGRAFIA

Ana Vaz nasceu no Brasil, em 1986. Vive e trabalha em Paris.

E’ uma artista e cineasta cujos filmes e obras expandidas especulam sobre as relações entre o eu e o outro, o mito e a história, através de uma cosmologia de sinais, referências e perspectivas. Conjuntos de materiais de arquivo e de gravações, seus filmes combinam etnografia e exploram os atritos e as ficções impressas sobre os ambientes naturais e construídos, e as multiplicidades que os habitam.

Formada no Royal Melbourne Institute of Technology e em Le Fresnoy - Studio National des Arts Contemporains, Ana foi membro do SPEAP (grupo de pesquisa experimental em arte e política), um projeto concebido e dirigido por Bruno Latour. Seus filmes foram exibidos em vários festivais internacionais, incluindo o New York Film Festival; Visions du Réel; Wavelengths, CPH:DOX; Media City e Ann Arbor; bem como em exposições individuais e coletivas no Rosa Brux, Bruxelas, no Museum of Contemporary Photography, Chicago, e na Temporary Gallery, Colónia, entre outras. Em 2015, foi premiada com o Grand Prize para a competição internacional no Media City Film Festival, e com o prêmio principal no Festival Internacional do Filme Documentário e Experimental Fronteira, Goiânia.

 

BIOGRAPHY

Ana Vaz was born in Brasília, Brazil in 1986. She lives and works in Paris.

She studied cinema and philosophy in Australia at the Royal Melbourne Institute of Technology, where she later taught in the department of Philosophy and Communications. Her first short film Sacris Pulso (2007) screened at The Melbourne International Film Festival, Semana Del Cinéma Expérimental du Madrid and National Festival of Experimental Cinema in Baja Califórnia in Mexico. Ana has also directed Teresa (2009) and work produced for the Talking Difference Fellowship which is available here. Presently, Ana is engaged in an artist’s residency at Le Fresnoy, the National Studio of Contemporary Arts in France.

 

Graeme Arnfield

Sitting in Darkness, Graeme Arnfield, 2015

Sitting in Darkness, Graeme Arnfield, 2015

 

Sitting in Darkness | 2015
Sentando no Escuro | Vídeo digital HD, 15’29”

Lá fora, na escuridão, surge um som. Ecoa e gera um zumbido. Pessoas aterrorizadas saem às ruas em busca de sua origem. Elas sacam suas câmaras para documentar o céu, procurando um autor. Sitting in Darkness explora o lugar do espectador e as regras ocultas que orientam a troca contemporânea de imagens na rede.

Out of the darkness a sound emerges. It echoes and drones. Terrified people take to the streets in search of its source. They get their cameras out and document the sky, searching for an author. We watch on, sitting in darkness, our muscles contract and our pupils dilate. “I hope the camera picks this up”. “Sitting in Darkness” explores the circulation, spectatorship and undeclared politics of contemporary networked images.

 

I’m Sorry, I have to run | 2015
Desculpe, mas eu tenho de correr | Vídeo digital HD, 15’29”

Um homem é perseguido em um canteiro de obras, aparentemente por ninguém. Mensagens de texto são escritas - incansavelmente - sem receber resposta. Uma balada dos anos 60 toca sem explicação. Juntos, esses elementos contam uma história interminável de potenciais perdidos e de futuros que falharam.

A man is chased through a construction site by no one, text messages build without a reply and the opening bars to a 60s’ ballad play with no resolve. Together they tell a story endless liminality and the lost potential of failed futures.

 

BIOGRAFIA

Graeme Arnfield nasceu em Cheshire, em 1991. Vive e trabalha em Londres.

Graeme Arnfield se formou com um mestrado em Cinema Experimental na Universidade de Kingston. Seu trabalho explora questões de comunicação, spectatorship e história, e tem sido apresentado no Courtisane Festival, Ghent, 2016; na Signal Gallery, Malmö, 2016; no 32th International Short Film Festival, Hamburgo, 2016; no LUX Salon, Londres, 2016; na Artists’ Film Biennial, ICA, Londres, 2016; na Speeding and Braking: Navigating Acceleration Conference, Goldsmiths, Londres, 2016; na Kasseler Dokfest, Kassel, 2015; no Aesthetica Short Film Festival, York, 2015; No Studio Session: MA Experimental Film Screenings, ICA, London, 2015.

 

BIOGRAPHY

Graeme Arnfield (born 1991) is an artist living in London, born in Cheshire. His work explores issues of communication, spectatorship and history and has been presented at Courtisane Festival, Berwick Film & Media Arts Festival, Hamburg International Short Film Festival, Kasseler Dokfest, LUX, Institute of Contemporary Arts (ICA), Aesthetica Film Festival, Manchester Cornerhouse and on Vdrome. He graduated with a Masters in Experimental Cinema at Kingston University.

Anri Sala

Dammi i Colori, Anri Sala, 2003

Dammi i Colori, Anri Sala, 2003

Dammi i Colori | 2003
Vídeo digital, 15’25”

O filme aborda as mudanças em Tirana, capital da Albânia, três anos depois de um projeto de transformação urbana que envolveu a pintura de seus edifícios com cores vivas. "Queria mostrar imagens de um lugar onde falar de utopia é realmente impossível, e, por isso, utópico. Eu escolhi a noção de esperança, em vez de utopia. Foquei na ideia de trazer esperança a um lugar onde ela não existe. O filme é sobre como lidar com a realidade onde falta o luxo do tempo e do dinheiro. 

The film focuses on the changes to Albania’s capital city, Tirana, three years after a project of urban transformation was initiated there that involved painting its buildings in a range of vivid colors. “I wanted to show images from a place where speaking of utopia is actually impossible, and therefore utopian. I chose the notion of hope instead of utopia. I focused on the idea of bringing hope in a place where there is no hope ... It is about dealing with the reality where the luxury of time and money is missing.”

 

BIOGRAFIA

Anri Sala nasceu em 1974, em Tirana, Albânia. Vive e trabalha em Berlim.

Em seus trabalhos iniciais, a partir do final de 90, Sala usava estratégias documentarísticas para analisar a vida após o fim comunismo na sua nativa Albânia, observando o papel da linguagem e da memória na narração de histórias sociais e políticas. A partir do início de 2000, suas obras em vídeo têm sondado mais especificamente os efeitos psicológicos das experiências acústicas, abrangendo tanto a música quanto o som, como linguagens capazes de evocar imagens, nostalgia, e de comunicar emoções. Sala muitas vezes tem retratado fragmentos da vida quotidiana em narrativas visuais sutis. Suas observações íntimas chegam a entrar no campo da ficção, reproduzindo retratos enigmáticos da sociedade e diálogos com a história.

Ele já expôs internacionalmente durante muitos anos, com mostras no Haus der Kunst, Munique (2014); como representante da França na 55ª Bienal de Veneza, 2013; no Centro Georges Pompidou, Paris, 2012; na Galeria Serpentine, em Londres, 2011; no Centro de Arte Contemporânea, Cincinnati, 2009; no Museu de Arte Contemporânea de Miami, 2008; na Fondazione Nicola Trussardi, Milão, 2005, entre outras. Sala recebeu o Prêmio Vincent, 2014; o 10th Benesse Prize, 2013;  o Prêmio Absolut de Arte, 201, e o Prémio Jovem Artista da Bienal de Veneza, 2001. Tem participado de muitas exposições colectivas e bienais, incluindo a 12ª Bienal de Havana (2015), a 11th Sharjah Biennial, 2013; a 9ª Bienal de Gwangju, 2012;  DOCUMENTA 13, 2012; a 29ª Bienal de São Paulo, 2010; a 2º Bienal de Arte Contemporânea de Mosca, 2007, e a 4ª Bienal de Berlim, 2006.

 

BIOGRAPHY

Anri Sala, an Albanian artist living in Paris, has gained international attention for his video, animation and photographic works. With an emphasis on slowness, stillness, and intimate detail, Sala explores the interface of documentary and fiction. His painterly works elicit an undercurrent of tension that speaks to political and social realities, articulating loss and alienation through a specificity of place and cultural context that seems rooted in memory and history.

Anri Sala was born in 1974 in Tirana, Albania. He studied painting at the National Academy of Arts in Tirana, video at the Ecole Nationale Supérieure des Arts Décoratifs in Paris and film directing at Le Fresnoy - Studio National des Arts Contemporains - in Tourcoing, France. In 2001 he received the Young Artist Prize of the 49th Venice Biennale. His works have been widely shown internationally, at institutions including MAMCO, Geneva, Switzerland; Dallas Museum of Art, Texas; Ikon Gallery, Birmingham, England; Kunsthalle Wien, Vienna: ARC, Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris, and the New Museum of Contemporary Art, New York, among others. He participated in Utopia Station at the 50th Venice Biennale; the 24th Bienal de Sao Paolo; Manifesta 4 in Frankfurt, Germany and Uniform: Order and Disorder at P.S.1 Center for Contemporary Art, New York.

Anri Sala lives and works in Paris.

Mihai Grecu

Coagulate, Mihai Grecu, 2008

Coagulate, Mihai Grecu, 2008

Coagulate | 2008
Coagular | Vídeo digital HD, 6’

Ausência, presença e distorções aquáticas nesta coreografia de fluidos, onde forças misteriosas torcem as leis físicas e afetam o comportamento dos seres vivos em espaços purificados.

Absence, presence and aquatic distortions in this choreography of fluids, mysterious forces twist the physical laws and affect the behavior of living beings in purified spaces.

 

Exland | 2013
Digital HD video, 7’44”, em colaboração com Thibault Gleize

Em algum lugar perdido entre fiordes majestosos e cumes nevados, misteriosos monumentos pós-modernos indicam uma presença humana ambígua, que tenta modificar a paisagem através de um simbolismo ideológico abstrato. O filme é, ao mesmo tempo, a visualização de trabalhos utópicos de land art, uma crítica à sociedade de consumo e um comentário irônico às catástrofes do imaginário contemporâneo.

Mihai Grecu and Thibault Gleize develop a world that is both fantastic and fear inspiring at the same time: deserted mountain ridges that hang in a thick fog, such that making distinctions like night and day are impossible. A ghoulish soundscape accompanies this scene, whose eerie effect is increased by the absurd appearance of pink blinking rows of lights. An unpleasant suspense which is a herald of a brilliant finale is that which remains from the mountain ranges, shining pictograms and the spine-tingling flickering. Active as a multimedia-duo in Paris, Grecu and Gleize produce a reality in “Exland” that removes itself from a topological appreciation although it can be initially contextualized by mountains, fog and colors. 

 

BIOGRAFIA

Mihai Grecu nasceu em 1981 em Sebes, Roménia. Ele vive e trabalha em Paris e Roubaix.

Após se formar em arte e cinema na Roménia e na França, no Estúdio Fresnoy de Arte Contemporânea, Grecu vem desenvolvendo uma linguagem visual pessoal complexa. Temas recorrentes, como a angústia, a clonagem, a alucinação, a vida nas cidades, a metamorfose, o inconsciente e a guerra articulam o conjunto explorado por Mihai Grecu. Ao misturar imagens simbólicas e atmosferas surreais, suas obras desafiam a percepção do espectador, assim como o imaginário contemporâneo, em viagens visuais e poéticas que podem ser vistas como proposições para sonhos orientados através da tecnologia.

Seus filme-poemas foram mostrados em numerosas exposições, tais como Dans la nuit, des images no Grand Palais, em Paris; Mois de la Photographie, Paris; Licht Sicht Biennale, Bad Rothenfelde, 2013; Moving Image, New York, 2013; Arko Art Center, Seul, 2012; Videobrasil, São Paulo, 2011; MAC Niterói, 2009. Festivais de cinema e novos mídias incluem Rotterdam International Film Festival, 2008; Festival do Novo Cinema em Montreal; Clermont Ferrand, 2012 e Locarno, 2007. Prêmios: Quality Award, Centre National de la Cinématographie, Paris, 2013; Prêmio de Melhor Filme Experimental, Message2man Festival, St. Petersburg, Rússia; MQ Residency Award para "Exland", Viena; Best Sound Award, Sapporo International Film Festival, entre outros.

 

BIOGRAPHY

Mihai Grecu was born in Romania in 1981. After studying art and design in Romania and France, he has been pursuing his artistic research at the Fresnoy Studio of Contemporary Arts. Recurring topics such as distress, cloning, hallucination, city life and war articulate the whole of his exploration of mysterious and subconscious beginnings. These visual and poetic trips, mix several techniques and styles and may be seen as propositions for a new dream oriented technology. His work hes been shown in numerous film festivals (Locarno, Rotterdam, Festival of New Cinema in Montreal) and exhibitions ("Dans la nuit, des images" at the Grand Palais, "Labyrinth of my mind" at the Cube, "Video Short list: the Dream Machine" at the Passage du Retz, "Studio" at "Les Filles du Calvaire" Gallery).

Letícia Ramos

Grao, Letícia Ramos, 2016

Grao, Letícia Ramos, 2016

Grão | 2016
Grain | 16 mm transferido para vídeo digital HD | audio 5.1 | 7’30''

Inteiramente realizado com modelos e manipulação de imagens de microscópio, Grão conta a história de uma colônia humana em um planeta desconhecido, onde foi construído um silo de cereais. Fenômenos naturais e mudanças climáticas fazem com que o silo desmorone, e uma estranha plantação de comece a crescer.

Fully realized with models and microscopic file image manipulation, Grão tells the story of a human colony on an incognito planet where an old cereal silo has been built. Natural phenomena and climate changes cause the silo to break and a strange plantation starts to grow.Winner project of the Videoart Award, awarded by the Joaquim Nabuco Foundation. Project fully realized with models and microscopic file image manipulation in open studio model in PIVÔ – Art and Research in Sao Paulo, Brazil.

 

BIOGRAFIA

Letícia Ramos (Santo Antônio da Patrulha, Brasil,1976).
Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.

Cursou Arquitetura e Urbanismo na UFRGS e Cinema na Fundação Armando Álvares Penteado, FAAP.
Seu foco de investigação artística é a criação de aparatos fotográficos próprios para a captação e reconstrução do movimento, e sua apresentação se materializa nos mediuns do vídeo, fotografia e instalação. Com especial interesse pela ciência da ficção, em suas séries como ERBF, Bitácora e Vostok, desenvolve complexos romances geográficos. O acaso, a experimentação com o fotográfico e o processo artistico são direções presentes no seu trabalho.
Suas obras já foram expostas em espaços artísticos como Tate Modern, Centro de Arte Pivô, Itaú Cultural, Centro Cultural São Paulo, Parque Lage, Museu Coleção Berardo, Instituto Tomie Ohtake e CAPC- Musée d’art contemporain (Bordeaux). Foi ganhadora de importantes prêmios, residências artísticas e bolsas de produção artística, entre eles, o Prêmio Marc Ferréz para o desenvolvimento do projeto “Bitácora” (2011/2012). Como resultado desta pesquisa, publicou o livro de artista “Cuaderno de Bitácora” e participou da residência The Artic Circle (2011) a bordo de um veleiro rumo ao Pólo Norte. O trabalho fotográfico produzido durante a expedição foi vencedor do Prêmio Brasil Fotografia – pesquisas contemporâneas (2012). Em 2013 participou do programa “Islan Session“ da 9º Bienal do Mercosul. Neste mesmo ano, desenvolveu o projeto [VOSTOK] que consistiu numa viagem ficcional a um lago pré-histórico submerso na Antártida. O projeto resultou em uma publicação virtual, filme 35mm, livro e LP, e uma performance inédita que foi apresentada durante a edição do Festival Videobrasil em 2015.
Em 2014, foi contemplada pela Bolsa de Fotografia do Instituto Moreira Salles onde desenvolveu a pesquisa “MICROFILME” e foi ganhadora do prêmio internacional de fotografia Bes Photo. Recebeu o Prêmio Videoarte da Fundação Joaquim Nabuco para o desenvolvimento do projeto inédito GRÃO. Recentemente recebeu a Bolsa de Artes da Fundación Botin (Espanha) para o desenvolvimento do projeto “Historia Universal de Los Terremotos“ e foi uma das artistas finalizadas do prêmio PIPA 2015 tendo sido indicada novamente para o PIPA 2016.
Tem exposições programadas para a Fundación Botin e para o Nouveau Musée National de Monaco.
Tem obras nas coleções do MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, do MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no Itaú Culltural, na Fundação Joaquim Nabuco, na Fundação Vera Chaves Barcellos, no MAC – Museu de Arte Contemporância do Rio Grande do Sul, no Instituto Moreira Salles, na Associação Cultural Videobrasil e no Nouveau Musée National de Monaco.

 

BIOGRAPHY

Letícia Ramos (Santo Antônio da Patrulha, Brazil, 1976).
Works and lives in São Paulo, Brazil.

Graduated in Architecture and Urbanism at the Universidade Federal do Rio Grande do Sul and Cinema at Fundação Armando Álvares Penteado, FAAP, Brazil.
Her artistic research focuses on creating photographic apparatus adequate for capturing and reconstructing movement and presenting it through video, photography and installation. With a particular interest in the science of fiction, she developed complex geographical novels in some of her series, such as ERBF, Bitácora and Vostok. Chance, as well as experimentation with photography and the artistic process, are directions which can be seen in her work.
Her works have been exhibited in art spaces such as the Tate Modern (London), the Pivô – Art and Research Center (Sao Paulo), Itaú Cultural (Sao Paulo), the São Paulo Cultural Center, Parque Lage (Rio de Janeiro), the Berardo Collection Museum, (Lisbon) the Tomie Ohtake Institute (São Paulo), and CAPC- Museum of Contemporary Art (Bordeaux). She was given important awards, was selected for several art residencies, and won many art production grants, among which the Marc Ferréz Award for developing the “Bitácora” project (2011/2012). As a result of this research, the artist published a book intitled “Cuaderno de Bitácora” and participated at The Artic Circle art residence (2011) aboard a sailboat which headed towards the North Pole. The photographic work produced during the expedition won the Brazil Photography Award – contemporary research (2012). In 2013 she participated in the program “Islan Session”, in the context of the the 9th Mercosul Biennial. That same year, she developed the project [VOSTOK] which consisted of a fictional trip to a prehistoric lake submerged in Antarctica. The project resulted in a virtual publication, a 35mm film, a book and an LP, as well a new performance which was presented during the Videobrasil Festival 19th edition in 2015.
In 2014, she was awarded the Moreira Salles Institute Photography Grant, and used it to develop a research called “MICROFILM”, which ended up winning the Bes Photo international award. She received the Video Art Prize, given by the Joaquim Nabuco Foundation, for the development of a new project called GRÃO [GRAIN]. She recently received the Arts Grant from the Botín Foundation (Spain) for the development of the “Historia Universal de Los Terremotos” project and was one of the PIPA Prize 2015 artists finalists, and is once again one of the selected artists for the PIPA Prize 2016.
She has exhibitions scheduled for Fundación Botín (Spain) and for the Nouveau Musée National (Monaco).
Her works belongs to the collections of MAM – Museum od Modern Art in São Paulo, do MAM – Museum of Modern Art in Rio de Janeiro, of Itaú Culltural in Sao Paulo of Fundação Joaquim Nabuco, of Fundação Vera Chaves Barcellos, of MAC – Museum of Contemporary Art in Rio Grande do Sul, of Instituto Moreira Salles,  of Videobrasil Cultural Association and of Nouveau Musée National in Monaco.

Basim Magdy

Turtles All the Way Down, Basim Magdy, 2009

Turtles All the Way Down, Basim Magdy, 2009

 

On The Good Earth | 2011
Na Terra Boa | Filme em Super 8, Double Super 8 e vídeo iPhone convertidos em video digital HD | 4’37’’

Na véspera de Natal de 1968, uma mensagem especial proveniente da Lua foi enviada para a Terra, para o programa de televisão mais assistido naquele momento. Os astronautas da Apollo 8, Bill Anders, Jim Lovell e Frank Borman descreviam o que estavam vendo na superfície da Lua enquanto sua nave espacial orbitava durante 20 horas em torno dela. A transmissão terminou com os três astronautas lendo os dez primeiros versículos do livro da Gênesis, o primeiro livro da Bíblia. A leitura foi objeto de controvérsias, até que uma ação judicial foi movida contra a NASA pois os astronautas - que eram todos os funcionários públicos – não poderiam transmitir uma oração pública do espaço. O filme mostra imagens misteriosas e granuladas em preto e branco de dois astronautas sentados atrás das grades em um espaço não identificável, cercado por objetos mundanos,  testemunhas da decadência do maior sonho do homem. 

On Christmas Eve 1968, a special message was sent to the earth from its moon’s orbit in what was the most watched television broadcast at the time. Apollo 8 astronauts Bill Anders, Jim Lovell and Frank Borman described what they saw on the surface of the moon as their spacecraft orbited around it over the course of 20 hours. The broadcast ended with all three astronauts reading the first ten verses of the book of Genesis, the first book in the bible. The reading was the subject of controversy when a lawsuit was brought against NASA over the reading from Genesis to ban US astronauts—who were all government employees—from public prayer in space. In 1969, the US Postal Service issued a postage stamp commemorating the Apollo 8 flight around the moon. The stamp featured a detail of the famous photograph of the Earthrise over the moon taken by Anders on Christmas Eve, and the words, “In the beginning God…”
The film shows mysterious grainy black and white footage of two astronauts sitting behind bars in an unidentifiable space surrounded by mundane objects that stand witness to the demise of man’s greatest dream.

 

Turtles All the Way Down | 2009
Tartarugas Até Lá no Fundo | Filme Super 8 e DV em DVD | 10’09’’

Turtles All The Way Down é um ensaio cinematográfico construído a partir de quatro histórias diferentes que se entrelaçam, confrontando crenças e dados científicos documentados. A obra toma seu título de um debate sobre a natureza do universo entre um cientista e uma velha senhora, em que a mulher afirma que o mundo é um disco apoiado  no casco de uma tartaruga gigante. "E sobre o que estaria apoiada a tartaruga?", Pergunta o cientista. "Existem tartarugas até lá no fundo".

Turtles All The Way Down is a film essay constructed from 4 different stories that intertwine debated fictional belief and documented scientific accomplishment. The takes its title from a debate between a scientist and an old lady about the nature of the universe, in which the woman claims that the world is a flat plate supported on the back of a giant tortoise. “And what is the tortoise standing on?” , will the scientist ask. “It’s turtles all the way down”.

 

 

BIOGRAFIA

Basim Magdy nasceu em 1977 em Assiut, no Egito. Ele vive e trabalha entre Cairo e Basel.

Magdy utiliza vídeo, pintura, projecção de slides e imagens de arquivo para tratar de temas inerentes aos sistemas de informação, as teorias científicas, ao vocabulário visual dos meios de comunicação de massa. Colocando noções como a de progresso no âmbito dos sistemas do humor e da dúvida, marca sua obra a partir do paradoxo e da tensão entre demolição e renovação, ruína e reconstrução. Seus vídeos e slides muitas vezes discutem seu fascínio com o futuro e com imaginário ansioso com que tendemos a construí-lo. Suas exposições recentes incluem New Museum Triennial, Nova York, 2015; Newman Popiashvili Gallery, New York, 2013; Centre Culturel Suisse, Paris 2013; Townhouse Galeria de Arte Contemporânea, Cairo, 2008; a 13ª Bienal de Istambul 2013; Sharjah Biennial 11, 2013; Future Generation Art Prize, Veneza, 2013; Homeworks, Askhal Alwan, Beirute, 2013; La Triennale, Palais de Tokyo, Paris, 2012; Transmediale, Haus der Kulturen der Welt, Berlim 2012; Kunsthalle Wien, 2011 e Rencontres Internationales, Centre Pompidou, Paris, 2011. Magdy é o vencedor do Prémio de Arte Grupo Abraaj 2014 e o destinatário do prémio Artista do Ano Deutsche Bank 2016.

 

BIOGRAPHY

Basim Magdy (b. 1977) is an artist based in Basel, Switzerland and Cairo, Egypt.

His recent exhibitions includeSurround Audience: 2015 New Museum Triennial, New Museum, New York; Lest the Two Seas Meet, Museum of Modern Art Warsaw; The Heart is Deceitful Above All Things, HOME Manchester, UK and Lismore Castle Arts, Ireland; La Biennale de Montreal, Canada; MUMA – Monash University Museum of Art, Melbourne and a solo presentation at Art in General, New York. His work has been featured in numerous solo and group shows including the SeMA Biennial MediaCity, Seoul, Korea, 2014; the 13th Istanbul Biennial, Turkey, 2013; Biennale Jogja XII, Indonesia, 2013; the Sharjah Biennial 11, UAE, 2013; La Triennale, Palais de Tokyo, Paris, 2012 and Transmediale, Haus der Kulturen der Welt, Berlin, 2012. He was shortlisted for the second edition of the Future Generation Art Prize, Pinchuk Art Centre in 2012 and is the winner of Abraaj Art Prize, Dubai and the New:Vision Award, CPH:DOX Film Festival, Copenhagen in 2014. Magdy is the recipient of the 2016 Deutsche Bank Artist of the Year award.

Yael Bartana

Inferno, Yael Bartana, 2013

Inferno, Yael Bartana, 2013

Inferno  | 2013 | vídeo digital HD | 18’ 

O ponto de partida de Inferno é a construção do Terceiro Templo de Salomão, em São Paulo, por uma igreja neopentecostal brasileira, a Igreja Universal do Reino de Deus, fundada no Rio de Janeiro no final da década de 1970, com milhões de adeptos no Brasil e no mundo. Construído segundo especificações bíblicas, esse novo templo replica o primeiro templo em Jerusalém, cuja violenta destruição sinalizou o início da diáspora do povo judeu no VI século a.C. Bartana emprega a estratégia que ela chama de “pré-encenação histórica”, uma metodologia que combina fatos e ficção, profecia e história. Seu trabalho aborda o projeto grandioso do templo através uma visão do seu futuro: será que a sua construção, necessariamente, prefigura a sua destruição?

The starting point of 'Inferno' is the construction of the third Temple of Solomon (Templo de Salmão) in São Paulo by a Brazilian Neo-Pentecostal Church. Built to biblical specifications, this new temple is a replica of the first temple in Jerusalem, the violent destruction of which signaled the diaspora of the Jewish people in the 6th century BCE. 'Inferno' confronts this conflation of place, history, and belief, providing insight into the complex realities of Latin America that have given rise to the temple project. Bartana’s film employs what she refers to as “historical pre enactment,” a methodology that commingles fact and fiction, prophesy and history. Her work addresses the grandiose temple project through a vision of its future: Does its construction necessarily foreshadow its destruction? Using a powerful cinematic language, 'Inferno' collapses histories of antiquity in the Middle East with a surreal present unfolding halfway around the world.

 

BIOGRAFIA

Yael Bartana nasceu em Kfar-Yehezkel, Israel, em 1970. Vive e trabalha em Berlim e Amsterdã. 

A artista explora o imaginário da identidade cultural. Em suas fotografias, filmes e instalações, Bartana investiga criticamente a luta de seu país natal para a identidade nacional. Seus trabalho iniciais documentam rituais coletivos introduzindo efeitos alienantes, como câmara lenta e som. Em seus trabalhos recentes, a artista encena situações e introduz momentos encenados em narrativas reais existentes. Estudou na Academia Bezalel de Artes e Design, em Jerusalém, na Escola de Artes Visuais de Nova York e na Rijksakademie, em Amesterdã. Em 2011 Yael Bartana representa a Polónia na 54ª edição da Bienal de Veneza. Seu trabalho foi exposto em diversos museus e bienais: 31 Bienal de São Paulo (2014), 19 Bienal de Sydney, PAMM, Sydney (2013), Walker Art Center, Pittsburgh (2013), Carnegie International (2013), Van Abbemuseum, Eindhoven (2012), Secessão de Viena, Viena (2012), 7ª Bienal de Berlim (2012); 54ª Bienal de Veneza, Veneza (2011). Suas obras são parte de várias coleções públicas e privadas, incluindo a do Van Abbemuseum, Eindhoven; Centre Pompidou, Paris; Museu Guggenheim, New York; MOMA de Nova York; Stedelijk Museum, Amesterdão; Tate Modern, Londres; Tel Aviv Museum of Art, Tel Aviv e Walker Art Center, Minneapolis.

 

BIOGRAPHY

Yael Bartana was born in Kfar-Yehezkel, Israel, in 1970. She lives and works in Berlin and Amsterdam.

The artist’s films, installations and photographs explore the imagery of identity and the politics of memory. Her starting point is the national consciousness propagated by her native country, Israel. Central to the work are meanings implied by terms like “homeland”, “return” and “belonging”. Bartana investigates these through the ceremonies, public rituals and social diversions that are intended to reaffirm the collective identity of the nation state.

In her Israeli projects, Bartana dealt with the impact of war, military rituals and a sense of threat on every-day life. Between 2006 and 2011, she has been working in Poland, creating the trilogy 'And Europe Will Be Stunned', a project on the history of Polish-Jewish relations and its influence on the contemporary Polish identity. The trilogy represented Poland in the 54th International Art Exhibition in Venice (2011).

In recent years Bartana has been experimenting and expanding her work within the cinematic world, presenting projects such as 'Inferno' (2013), a “pre-enactment” of the destruction of the Third Temple, 'True Finn' (2014), that came into being within the framework of the IHME Festival in Finland, and 'Pardes' (2015) which was shot during a spiritual journey in the Amazon rainforest in Brazil. Her latest work, 'Simone The Hermetic', is a site-based sound installation that takes place in future Jerusalem. 

 

 

Fiona Tan

News From the Near Future, Fiona Tan, 2003

News From the Near Future, Fiona Tan, 2003

 

News From the Near Future  | 2003

Notícias de um Futuro Próximo  |  Filme 35 mm convertido em vídeo digital HD | 9’30’’

Neste filme, cenas de arquivo de cinema mudo do início do século 20 foram editadas numa narrativa rítimica precisa, que oferece pistas de um futuro possível. A água, em todas as suas formas - jocosa, feroz ou implacável – é apresentada em sua relação com a vida humana, levantando questões sobre como nossa vida será afetada por um iminente aumento de seus níveis na Terra.

This film takes silent archival footage from the early 20th century then edits it into a tight rhythmic narrative that hints at our possible future. Water in all its forms — playful, fierce or unforgiving — is shown in relation to human life, and raises questions about how our future will be affected by rising water levels.

 

BIOGRAFIA

Nasceu em Pekanbaru, Indonésia, em 1966. Vive e trabalha em Amsterdã.

Tan destaca-se por seu trabalho a partir de fotografia e vídeo. Conhecida por seus filmes e vídeo instalações, combina em seus trabalhos a exploração da memória, do tempo, da história e do papel da representação na sedimentação dessas camadas.

Fiona Tan participou de muitas exposições, coletivas e individuais. Entre elas, destacam-se as mostras no Centre National d’Art Contemporain, Nice (2003), Museum of Contemporary Art, Chicago (2004), New Museum of Contemporary Art, New York (2005), Brighton Photography Biennial 2006, New Orleans Biennial (2008), São Paulo Biennial (2010), Göteborg Biennial (2009), Wako Works of Art, Tokyo, Japan (2010), Australian Centre for Contemporary Art, Melbourne (2010), Tokyo Metropolitan Museum of Photography (2010),  Philadelphia Museum of Art (2013),  Museum van Loon, Amsterdam (2013), Museum für Moderne Kunst, Frankfurt (2016). Tan ganhou o Prêmio J. C. van Lanschot de Escultura em 1998, a Infinity Award de Arte em 2004 e foi premiada com a bolsa DAAD de Berlim em 2000/2001. Suas obras são parte de várias coleções públicas e privadas, incluindo a da Tate Modern, em Londres; do Stedelijk Museum Amsterdam; da Neue Nationalgalerie, Berlim; do Schaulager, Basel; do New Museum, Nova York e do Centro Pompidou, Paris.

 

BIOGRAPHY

Fiona Tan was born in Pekan Baru, Indonesia, in 1966. She lives and works in Amsterdam.

Fiona Tan trained in Hamburg and Amsterdam and works primarily with lens-based media. She is best known for her skillfully crafted video and film installations, in which explorations of memory, time, history and the role of the visual are key.

Fiona Tan has had solo exhibitions in musea and galleries worldwide including the MCA Chicago, De Pont Foundation, Tilburg, Vancouver Artgallery, the Sackler Galleries, Washington, the Aargauer Kunsthaus, Switzerland. Tan won the J.C. van Lanschot Prize for Sculpture in 1998, the Infinity Award for Art in 2004 and was awarded the DAAD Berlin scholarship in 2000/2001. She has been nominated for the Deutsche Börse Photography Prize and the Artes Mundi Prize. She is represented in many international public and private collections including the Tate Modern, London; Stedelijk Museum Amsterdam, Neue Nationalgalerie, Berlin, Schaulager, Basel, the New Museum, New York and the Centre Pompidou, Paris.

 

Ben Rivers

Slow Action, Ben Rivers, 2011

Slow Action, Ben Rivers, 2011

 

Slow Action (Ação Lenta) | 2011
Filme 16 mm anamórfico convertido em video HD, 45’

Slow Action é um filme pós-apocalíptico de ficção científica que reúne uma série de quatro obras em 16 mm que ocupam um lugar indefinido entre o documentário, o estudo etnográfico e a ficção. "Slow Action representa o desenvolvimento de minha exploração de ambientes curiosos e extraordinários, em que aplico a ideia da biogeografia das ilhas - o estudo de como as espécies e os ecossistemas evoluem de forma inusual quando isolados e cercados por habitat inapropriados - a umaTerra imaginada no futuro, daqui a algumas centenas de anos. Com a elevação do nível do mar até alturas absurdas, é possível pensar sobre utopias hiperbólicas acerca mini-sociedades futuras."

A trilha sonora do filme - narrativas de Mark Von Schlegell – detalha a evolução de cada uma das quatro ilhas, de acordo com suas condições geográficas, geológicas, climáticas e botânicas. Slow Action, inspirado em romances como "Erewhon" de Samuel Butler, a "Nova Atlántide" de Bacon, "A Criança Verde" de Herbert Read de e "O Ultimo Homem" de Mary Shelley, encarna o espírito de exploração, experimentação e pesquisa que tem caracterizado a prática de Rivers. 

Slow Action is a post-apocalyptic science fiction film that brings together a series of four 16mm works which exist somewhere between documentary, ethnographic study and fiction.
Continuing his exploration of curious and extraordinary environments, Slow Action applies the idea of island biogeography - the study of how species and eco-systems evolve differently when isolated and surrounded by unsuitable habitat - to a conception of the Earth in a few hundred years; the sea level rising to absurd heights, creating hyperbolic utopias that appear as possible future mini-societies.
The film’s soundtrack - narratives by writer Mark von Schlegell - detail each of the four islands’ evolutions according to their geographical, geological, climatic and botanical conditions.
Slow Action, inspired by novels such as Samuel Butler’s Erewhon, Bacon’s The New Atlantis, Herbert Read’s The Green Child and Mary Shelley’s The Last Man, embodies the spirit of exploration, experiment and active research that has come to characterise Rivers’ practice.

 

Origin of the species | 2008
A Origem das Espécies | Filme 16 mm convertido em video digital HD | 16’’

"Tinha algum detalhe que não parecia importar tanto assim, sabe, algumas mutações irrelevantes... que não eram fundamentais nem prejudiciais para a sobrevivência. Mas elas perduraram, e em algum momento foram o que que permitiu ir pra frente. "
Traçando, desde os primórdios do tempo, a jornada do homem, em direção de um futuro incerto - tudo filmado ao longo das estações, no jardim de S, que vive na selva e constrói engenhocas. 

“Some things didn’t really matter, you know, some mutations didn’t matter all that much…they were neither beneficial to survival nor detrimental to survival…but if they just hung on, there’d come a time when…that was the thing that saved the day.”
Charting the beginnings of the time, through the descent of man, on to an uncertain future - all shot throughout the seasons in the garden of S, who lives in the wilderness and builds contraptions.

 

BIOGRAFIA

Ben Rivers nasceu em Somerset (En), em 1972. Vive e trabalha em Londres.

Rivers estudou Belas Artes na Falmouth School of Art, antes de se especializar em fotografia e filme Super 8. Sua prática como cineasta explora a fronteira entre documentário e ficção. Em muitos casos acompanha e filma personagens que têm se afastado da sociedade; o filme como matéria prima bruta fornece a Rivers o ponto de partida para a criação de narrativas transversais, que permitem imaginar existências alternativas em mundos marginais.

Rivers ganhou inúmeros prêmios, incluindo: FIPRESCI International Critics Prize, 68th Venice Film Festival; o Baloise Art Prize, Art Basel 42, 2011 e o Paul Hamlyn Foundation Award for Artists, 2010. Exposições individuais mais recentes incluem mostras na Renaissance Society, Chicago, 2016; no Kunstverein, Hamburgo, 2016; na The Whitworth, Manchester, 2016; no Camden Arts Centre, Londres, 2015; na Artangel Open Commission, 2013; no Television Centre, White City, Londres, 2015; no Hepworth Wakefield, 2012; na Matt’s Gallery, Londres; na Gallery TPW, Toronto, 2011; em A A Foundation, Liverpool, 2009, entre outras. Reconhecimento como artist-in-focus incluem o Courtisane Festival; o Pesaro International Film Festival; o London Film Festival; o Tirana Film Festival; Punto de Vista, Pamplona; Indielisboa e Milan Film Festival.

 

BIOGRAPHY

Artist and filmmaker Ben Rivers was born in Somerset in 1972 and is now based in London. He studied Fine Art at Falmouth School of Art, initially in the sculpture department before moving into photography and super-8 filmmaking. Since completing his degree, he has worked mainly with hand-processed 16mm film and is largely self-taught in this regard. In 1996, he co-founded the Brighton Cinemathèque, which he co-programmed until its demise in 2006.

His practice as a filmmaker treads the line between documentary and fiction. Often filming people who have in some way separated themselves from society, Rivers uses this raw footage as a starting point to construct oblique narratives that imagine alternative existences in marginal worlds.

He has been the recipient of numerous awards, including the Tiger Award for Short Film, International Film Festival Rotterdam (2015 & 2008); FIPRESCI International Critics’ Award, 68th Venice Film Festival (2011); Baloise Art Prize, Art Basel (2011) and Paul Hamlyn Foundation Award for Artists (2010). Solo exhibitions of his work have been held at Camden Arts Centre, London (2015); BBC Television Centre, London as part of an Artangel Open Commission (2015); Temporary Gallery, Cologne (2014); Douglas Hyde Gallery, Dublin (2013); Hepworth Wakefield (2012) and Hayward Gallery, London (2011). He recently curated the exhibition Edgelands (2015) at Camden Arts Centre and is currently a Radcliffe Fellow at Harvard University.