Pietro Fortuna

Pietro Fortuna nasceu em Padova em 1950 e vive em Roma e Osa, na Umbria.

A obra de Pietro Fortuna é permeada de sugestões filosóficas expressas através de formas simbólicas e estruturas conceituais. “Quando criança, Fortuna temia que o mínimo estímulo visual pudesse causar a queda de seus olhos para o interior de sua cabeça. Quando adulto, não trai essa visão: revelações invertidas, vertigens causadas pela objetividade, voos que colapsam, são parte de uma investigação sobre o que resta da realidade quando libertada dos constrangimentos da interpretação. “ Guglielmo Gigliotti.

Pietro Fortuna participou de muitas exposições colecivas e individuais, incluindo a XVI Bienal de São Paulo, a XII Bienal de Paris, Villa Arson em Nice, the Kunstler House de Graz, o Frankfurter Kunstverein em Frankfurt, o Palais de Glace em Buenos Aires, o Museu de Arte Moderna de Bogotá. Ele realizou exposições individuais no Museu de Arte Moderna de Caracas, no Palazzo del Capitano del Popolo, Todi, em La Nuova Pesa, Roma, no Watertoren Centre for Contemporary Art, Vlissingen, na Tramway em Glasgow, na Fondazione Morra em Nápoles, no MACRO, na Quadrienal, e na Galeria Nacional de Arte Moderna em Roma, onde ele instalou um trabalho permanente. Em 1996, fundou Opera Paese, um lugar onde figuras proeminentes como Philip Glass, Jan Fabre, Michelangelo Pistoletto, Carlo Sini, Jannis Kounellis e Gija Kancheli refletiram sobre arte, música e filosofia através de debates públicos e exposições.

Studio visit | 2013
Vídeo digital HD | 4’

Studio visit é uma viagem íntima para o universo do artista. É concebido como um único longo take. Não existe um final real para este tour, assim como não há referências espaciais ou temporais: isso o orienta para um limite que transcende o que podemos ver. Helga Marsala, Artribune

Altar | 2013
Vídeo Digital HD | 2’

Altar, Good Friday e RWY são parte de uma série de vídeos em que o artista tenta bloquear ou retardar, a nossa quase automática compulsão por atribuir um sentido. Suspendendo a busca por uma interpretação final é possível experimentar o que existe independentemente de qualquer intenção narrativa, isolando algo parecido com o fora de lugar e o fora do tempo, que Aristóteles define como a base para comicidade. Em Altar uma canção popular judaica chamada tzena tzena anima alguns objetos em uma prateleira.

Good friday | 2013
Vídeo digital HD | 2’

Em Good friday (Sexta-feira Santa) um tradicional marcha fúnebre do sul da Itália, Pianto Eterno, faz contraponto a um ator constrangido que segura um maço de flores na frente da câmera.

RWY | 2013
Vídeo digital HD | 2’

Em RWY a verbalização do que vemos é apresentada muitas vezes. O que muda é o sujeito da sentença. A comutação sintática abre uma fresta sobre o poder da linguagem em moldar nossa visão.