Guido Van der Werve

Guido Van der Werve nasceu em Papendrecht, Países Baixos, em 1977 e atualmente vive e trabalha na Finlândia, Amsterdã, e em Berlim. Van der Werve estudou design industrial, arqueologia, composição musical, e Língua e Literatura russa em várias universidades na Holanda, antes de criar seu primeiro vídeo como registro de uma performance, por volta de 2000. Desde então, ele produziu uma série de obras, incluindo filmes, vídeos, e livros de artista, em ordem cronológica de dois a quinze. Apresentações recentes de seu trabalho incluem exposições individuais no Museu de Arte Moderna de Nova York; no High Line, New York; na Fondazione Giuliani, Roma; e no Hallen Haarlem nos Países Baixos. O filme mais recente de Van der Werve, Nummer veertien, ganhou, em 2013, o prêmio Golden Calf em Amsterdã para Melhor Curta-Metragem. A performance Requiem, escrita para este filme, foi realizada internacionalmente várias vezes, inclusive em Nova York, Moscou e Roma. Todo ano, Van der Werve participa do festival Performa com o seu Annual Running to Rachmaninoff Run performance.

Nummer Twee, Só porque estou aqui não quer dizer que eu queira | Papendrecht (NL), 2003
ilme 16 mm converido em vídeo HD | 10’

A monotonia de uma rua de casas geminadas holandesas serve de fundo para uma ação que acontece na interseção entre filme, vídeo e performance.

Nummer Zes, Steinway Grand Piano, Me acorda para ir dormir e todas as cores do arco-íris | Amsterdam, 2006
Filme 35 mm converido em vídeo HD | 17’09”

Número seis é sobre desejo e escala, sobre as coisas que desejamos por sentir que são grandes demais para nossas carteiras, casas, ou corações. O artista desejaria tocar o piano de cauda Steinway, mas ele nunca o experimentou, se limitando a dedilhar suas teclas. O filme sugere um mal-estar cultural contemporâneo mais amplo, em que as grandes emoções, aparentemente alcançadas tão facilmente pelos Românticos do século 19, parecem impossíveis de serem acessadas em nossa própria época por mais do que em alguns momentos fugazes.

Nummer Zeven, As nuvens são mais bonitas vistas de cima | Netherlands, 2007
Vídeo digital HD | 8’48’’

A nostalgia de um passado desconhecido, bem como a curiosidade sobre dimensões além da nossa própria, fazem parte do vídeo, assim como as fantasias cosmológicas do artista, que direcionam sua narração. O vídeo retrata Van der Werve que medita no interior classicamente holandês de seu apartamento - móveis de madeira envelhecida sobre um piso xadrez - antes de começar uma caminhada em uma paisagem fotograficamente ideal, carregando um foguete caseiro cuja ponta contém um pedaço prateado de meteorito. (...) Este é o lugar onde van der Werve nos arremessa habitualmente: a meio caminho entre a majestade e a zombaria. Por Herbert Martin, Artforum International, Vol. 47, No. 9, Maio de 2009.