Enrique Ramirez

Enrique Ramirez nasceu em 1979 em Santiago, Chile. Vive e trabalha em Paris.

O trabalho de Enrique Ramirez poderia ser descrito como incursões poéticas para uma humanização das distopias contemporâneas. Seus filmes-instalações e fotografias lidam com a política do êxodo e do exílio, e com a descontinuidade da memória. Para Ramirez isso sempre significa uma busca árdua no imaginário subjetivo. As vastas paisagens que muitas vezes aparecem em suas obras são concebidas como espaços geo-poéticos para a imaginação, territórios abertos para a visão e a deambulação. O clima das imagens é contemplativo; a paisagem, a brisa, a água, a areia, todos parecem trabalhar juntos no esforço de colocar um ponto de vista subjetivo. Por Maria Berrios.

Realizou inúmeras exposições individuais, incluindo mostras no Palais de Tokyo, Paris (2014), Musée des Beaux-Arts, Dunkerque, France, (2013), Video Bar Clermont-Ferrand, France (2013), Galería Die Ecke, Santiago, Chile (2013), Museo de la memoria, Santiago, Chile (2010). Participou do 19 video Brasil (Pacifico), São Paulo, Brasil (2015), Biennale de la imagen en movimiento, Buenos Aires, Argentina (2014), L’instant de voir, Musée des Beaux Arts, Rennes, France (2014), entre outras. Ganha o Prix Découverte 2013 des Amis du Palais de Tokyo, Paris, France, e o Honorific prize por Brises, video brasil, São Paulo, Brasil (2013).

Brisas| 2008
Filme 35 mm convertido em vídeo digital HD | 12’

Em Brisas (2008), Enrique Ramírez problematiza a memória do Chile, propondo uma revisitação a partir de diferentes perspectivas históricas. Nos convida a atravessar áreas icônicas e reconhecíveis da cidade de Santiago do Chile, em uma caminhada poética e política que conclui ao cruzar o Palácio de la Moneda, símbolo do governo e lugar de memórias de um período recente da história do país: o governo de Salvador Allende, o golpe militar de Augusto Pinochet e o retorno à democracia. Às vezes, como diz o próprio Ramirez, a “água limpa tudo, outras vezes o vento leva.”

Un hombre que camina | 2014
Vídeo digital HD | 21’35’’

Quando caminhamos podemos deixar nos envolver por um silêncio que cerca nossos pensamentos e que nos isola da cidade, do barulho e de tudo o que não queremos que nós toque. Em um lugar a 5.000 pés de altura, há um homem imaginário que começa uma caminhada que representa o desconhecido e incerto caminho entre a vida e a morte. Ele realiza um sonho surreal em uma paisagem desconhecida, onde o mar e a terra são uma coisa só.