Adrian Paci

Nasceu em Shkoder, Albânia, em 1969. Vive e trabalha em Milão, Itália.

Paci deixou sua terra natal, a Albânia, em 1997, durante a guerra civil, e a sua prática explora regularmente a experiência do exílio e da imigração. Aborda temas como a mobilidade, o deslocamento, a globalização e a identidade cultural para explorar como as histórias pessoais são definidas por circunstâncias sociais e políticas.

Realizou inúmeras exposições individuais, incluindo mostras na Istambul Modern, 2010; Kunsthaus Zurich, 2010; Centro de Arte Contemporânea de Tel Aviv, 2008; Kunstverein Hannover, 2008; Milton Keyes Gallery, Reino Unido, 2007; P.S.1, Nova Iorque, 2005; Galleria d’Arte Moderna e Contemporanea di Bergamo, Itália 2003. Em 1999, Paci foi o artista convidado para inaugurar o primeiro pavilhão nacional da Albânia, na 48º Bienal de Veneza. Participou a seguir das Bienais de Veneza de 2005 e 2011.

The Column | 2013
Vídeo digital HD | 25’40”

The Column é uma reflexão sobre a velocidade com que oferta e demanda têm de ser atendidas na economia de hoje. Um pretexto para uma viagem poética entre Oriente e Ocidente, o vídeo de Paci mostra a transformação sofrida por um pedaço de mármore, da sua extracção de uma pedreira até as longas semanas de transporte por mar, quando os escultores a transformam numa coluna românica.

Electric Blue | 2010
Vídeo digital HD | 15’

Electric Blue é o título de uma série erótica de TV apresentada em um canal estatal da Iugoslávia. Neste trabalho, Paci conta a história de um homem que tenta garantir a sobrevivência econômica de sua família no estado caótico e em colapso que foi Albânia na década de 1990. Paci consegue criar imagens marcantes sobre a ‘condição humana’, que se imprimem na memória do espectador.

Piktori| 2002
Vídeo digital | 4’

Lutando com versões mediadas de autenticidade, reativando suas próprias memórias e a de outros, ou re-encenando o real, inevitavelmente se chega à consideração de que as imagens podem servir como mentiras úteis. Em dois trabalhos, Paci finge sua própria morte, talvez como uma forma de encontrar uma renovação pessoal. Piktori (2002) é uma entrevista em vídeo com um artista albanês que monta uma loja no mercado da sua cidade onde forja qualquer coisa, de documentos oficiais a obras-primas. Ele faz isso com um senso de humor seco e grande estoicismo – concordando alegremente em forjar certificado de morte de seu colega. Dominich Eichler, Frieze Magazine.

Per speculum| 2006
Filme 35 mm convertido em vídeo digital | 6’53’’

Per Speculum oferece uma alegoria para a natureza da percepção. O título da obra alude à famosa passagem na Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: “Porque agora vemos como em espelho, obscuramente...”, que aborda a nossa visão imperfeita e limitada da realidade. Enquanto Paci invoca o engano dos sentidos e, por extensão, da representação mimética e do próprio filme, a imagem de abertura da árvore iluminada parece manter a possibilidade de alguma forma de transcendência, mesmo que ilusória. Ted Mann, Guggenheim collection online.